Hâs’vâ: o inferno dos cainitas

Hâs’vâ é uma palavra do idioma cainita, Âlæfÿr e, se traduzido literalmente, seria algo em torno de “Segundo de vós”. Para os membros da Ordës mÿ Kâæz (A Ordem) e apreciadores da filosofia, Hâs’vâ interage bem com a ideia ocidental de inferno, porém, internamente.

Uma vez que para os cainitas, o conceito de paraíso e de inferno não é abstrato e tampouco externo a si mesmos, Hâs’vâ é o resultado de um mal que sobrevêm à mente humana. Esse dito mal, chamado de Zürvk, torna o indivídio prisioneiro de sua própria mente e assombrado pelos próprios pensamentos que maximizam algumas sensações internas, tais como solidão, depressão, confusão sobre os próprios sentimentos, insatisfação, excesso de autocrítica, perfeccionismo, desesperança e medo.

Gehena, entretanto, é um lugar que se assemelhou muito a ideia de Hâs’vâ, se fosse algo externo.

Geena (do hebraico גֵיא בֶן-הִנֹּם, transl. Geh Ben-Hinom, literalmente “Vale do Filho de Hinom”) é um vale em torno da Cidade Antiga de Jerusalém, e que veio a tornar-se um depósito onde o lixo era incinerado. Atualmente é conhecido como Uádi er-Rababi. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Geena

O oposto de Hâs’vâ é Kâtül. Filosoficamente falando, há muito para explorar sobre o conceito de Hâs’vâ, mas superficialmente, é seguro afirmar que, todos os homens estão prisioneiros de Hâs’vâ e, serão liberados de si mesmos, quando virtuosos. A liberdade, tão desejada, está intimamente ligada com as expressões de Kâtül, energias e sensações contrárias de Hâs’vâ.

Hâs’vâ é responsável pelo desânimo, enquanto que Bâtv (o conceito de amor de si no outro, parte de ti mesmo e unção do Pai Criador), é responsável por causar o ânimo, como epicentro de todas as forças. Logo, Bâtv é o antídoto de Hâs’vâ e que leva o homem e a mulher em direção a Kâtül.

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